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  <title>A Vida é Assim</title>
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  <pubDate>Fri, 18 Mar 2011 16:40:31 GMT</pubDate>
  <title>A Professora </title>
  <author>Um instante</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://bit.ly/efLF7i&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;0&quot; height=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://bit.ly/efLF7i&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;210&quot; height=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Estava próxima aos cinquenta anos, fisicamente bastante conservada, não chegando mesmo a aparentar o período da menopausa. Vivia com o marido um relacionamento bastante frio, já desgastado pelo tempo de convivência atordoada, baseado na acomodação e na distância. Possuia um casal de filhos que já casados levavam vida independente pouco visitando-a ou participando de seu dia a dia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;No trabalho executava a função de ensinar, dava aulas num curso pré vestibular e em colégio para alunos do segundo grau. Levava portanto vida financeira independente daquele marido que por ela pouco se importava, recebendo em troca o mesmo comportamento e sentimento. Na sala de aula mostrava comportamento discreto, pois se relacionava com alunos em sua maioria na casa dos dezoito anos, idade esta, bastante promissora à acontecimentos inusitados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;No curso pré vestubular tocava com naturalidade sua vida, até que certa vez seu melhor aluno, o mais dedicado, apresentou algumas dúvidas a serem tiradas em relação ao assunto exposto. Como a hora já dava sinais de adiantamento, inclusive avançando um pouco do horário da aula seguinte e devido ao grande interesse demonstrado pelo mesmo, deu seu telefone para caso ele necessitasse, continuassem a tirar as dúvidas em sua casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Assim foi feito, ele a telefonou e despretenciosamente marcaram para sábado pela manhã uma hora para juntos tirarem as dúvidas finais. Como combinado, na hora marcada estava aquele aluno dedicado em seu apartamento, e ela um pouco agitada pelo inusitado do momento, principalmente se considerar-mos que estava só pois seu marido no sábado só retornava tarde da noite. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Nunca tinha ficado frente a frente com um aluno daquela idade, principalmente considerando que vida sexual não tinha a bastante tempo, vivendo de momentos solitários, pois seu marido além de tratá-la com frieza, tinha vida sexual paralela, não se importando com sentimentos que poderiam abatê-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Ao iniciarem os estudos estava ela bastante atenta à aquela situação, notou que discretamente o aluno dedicado e atencioso, a surpreendia olhando para dentro de seus seios, que devido ao bom estado de conservação, deixava uma interessante silhueta à mostra. Num exame mais minucioso ao ventre em final de adolescência, por estar ela de short, visando quem sabe, provocá-lo inconscientemente, observou certo volume abaixo das calças, chegando a conclusão que seu aluno exemplar estava com pensamentos extra curriculares, talvez algum sonho sexual. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Ao terminarem os estudos convidou-o para o almoço e pelo adiantar da hora prontamente aceito por ele; enquanto preparava o almoço, que já estava pronto, bastando esquentá-lo no microndas, o asunto foi se encaminhando para vidas vividas, o cotidiano, os planos para o futuro. Neste vai e vem a conversa chegou até ao sexo, sendo confidenciado por ele nunca ter conhecido uma relação sexual, sincero por sinal, levando em conta sua dedicação aos estudos e acompanhada de certa timidez. A confissão sincera do aluno levou-o a dizer que nunca teve namorada, mesmo com dezoito anos e sendo sua experiência com sexo, por meios eletrônicos ou conversas com amigos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Após o almoço, a conversa seguiu amena com ela bastante desperta pelas confissões daquele aluno até sentaram juntos no sofá, e entre conversas, adormeceram. Ao acordarem notou-se abraçada àquele quase homem em que num momento de tormenta, abraçou-o e tirando sua roupa, começou a acariciá-lo, timidamente correspondida pela inesperiência mas que titubeantemente seguiu em frente até que completaram, orientada por ela, a primeira relação sexual daquele que era o seu melhor aluno. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;A partir daí começaram a tirar dúvidas todos os sábados pela manhã que sempre terminavam, agora sem timidez, com um tórredo conluio sexual, deixando ela com ares de agrado e satisfação, notado incusive pelo marido e pelas colegas. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Passou no vestibular, e agora não mais seu aluno, passou a ser seu amante levando-a volta e meia a motéis com um vida sexual normal para ambos. A vida como ela é. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 Mar 2011 15:45:05 GMT</pubDate>
  <title>Em Nome do Pai</title>
  <author>Um instante</author>
  <link>http://uminstante.blogs.sapo.pt/3776.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://abnoxio.weblog.com.pt/arquivo/montoya.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;241&quot; height=&quot;312&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Originário da Península Ibérica possuia antes de tudo alma cosmopolita, dado aos assuntos da filosofia e Cabala, constituindo-se basicamente em um homem bom, iniciado nos segredos da vida, tinha optado pelo sacerdócio por fé e grande curiosidade com a vida dedicada ao senhor. Chegou entre nós fugido de intempérides políticas, cuja vida profana que levou no velho continente foi trocada pelo celibato sacerdotal mais como forma de proteção do que propriamente de fé.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Levado a andar pelos caminhos do mundo, certa vez encontrou-se numa igreja do interior, e por ser só, passou a receber ajuda dos fieis principalmente das senhoras. Por falta de logística foi morar em casa próxima à igreja, atendido pelas famílias e principalmente por sua vizinha mais próxima. Na verdade morava em lugar ermo com precaridade de luz, possuindo atividade paralela que lhe dava confortável condição financeira. Chegava em casa à noite pois fazia ofício religioso na igreja, e por volta das vinte horas recolhia-se à seu quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Na parte dos fundos morava ela com trinta e poucos anos, casamento sem muitas ilusões com o marido muito trabalhador mas que levava vida boêmia, por vezes saindo as sextas feiras e só retornando na segunda a noite. Insatisfeita com a situação, muitas vezes passando por necessidades materiais, aos poucos foi se aproximando daquele padre, primeiro no intuito de prestar-lhe os serviços que necessitava e posteriormente, por certa intimidade, apreciar sua companhia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Com o passar dos tempos foi se apegando a ele, desabafando, e com o tempo adquirindo confiança por ambas as partes, ele por estar preso ao celibato sacerdotal e ela a fidelidade ao casamento, tornando-os bastante próximos e com certa cumplicidade secreta.&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Sempre que chegava em casa por volta das vinte horas aproveitava o escuro da noite e levava-lhe o jantar, já que não tinha empregada ou quem pudesse mandá-lo comida. Sempre sentava-se a seu lado levando prosa amena, sobre coisas não religiosas, política, governos, folclore, já que possuía curiosidade e cultura para cativá-la. Sem levar uma vida sexual regular com o marido e já mãe de treis filhos, certo dia foi surpreendida por um abraço seguido de um beijo prontamente correspondidos. Daí para frente passaram de livre e espontânea vontade a terem vida sexual regular, aproveitando desinteresse dela pelo marido que possuindo trabalho pouco higiênico, era levava por vezes a dormir sem banho noturno acarretando nela cada vez mais o afastamento, pois estava com alguém completamente oposto àquilo que possuia em casa. Passado um período juntos informou-lhe que seria mãe de um filho dele, no que foi prontamente aceito e correspondida pela alegria de dar àquele homem um filho, pois estava impedido de ter um por motivos de compromisso com o celibato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Aproveitando os sinais inciais de gravidez, passou a ter com seu marido algum concurso sexual visando posteriormente informá-lo de que seria pai, evitando assim, questionamentos posteriores. Nove meses depois nasceu uma criança que foi bem recebida por ambos os pais e apresentada na igreja, como de praxe e posteriomente batizada pelo pároco que acabou tornando-se o padrinho pela proximidade com a família da criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Com o passar dos anos andava com aquele menino na garupa de uma moto dizendo a todos tratar de seu afilhado. Levava-o a todos os lugares que podia, inclusive em reuniões institucionais que participava. Apesar de ninguém saber que era o chefe institucional de algumas organizações, aquele menino tornou-se motivo de inveja já que era afilhado do padre e este o levava a todos os lugares. Com ele, visitou presos, sinagogas, igrejas de outros credos, sempre bem arrumado por ela e sempre na agradável companhia do padrinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Mergulhado em tormentas patrocinadas pelos inimigos ocultos e pelos falsos amigos, adoeceu, cuja luta e desespero provocado por desafetos que conheciam suas intimidades e as exploravam visando enfraquecê-lo e tirar o máximo de vantagem possível. Em meio ao agravamento de sua doença acabou por se internar no hospital local, dando margem a que seus inimigos apressassem sua morte através de medicamentos, pois entre eles estavam médicos e enfermeiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Por fim acabou falecendo quando seu filho tinha sete anos e deixando aquela mulher só, entregue a própria sorte e envolta por lembranças de momentos vividos à seu lado. Agora era só realidade, criar o filho, educá-lo e evitar que ficasse a mercẽ do ódio daqueles que atraiçoaram a seu pai e vivos permaneciam.&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;A vida viria a ensinar ao seu filho que nem tudo que aparenta é, deixando a ele a descoberta da verdadeira face de seu passado, muito do que foi por ela ensinado e mais ainda pelo que lhe ensinaram; a vida é assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 01 Mar 2011 12:58:41 GMT</pubDate>
  <title>Etiquetas</title>
  <author>Um instante</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_4NyKQVO-VpM/S7kFO7M7vRI/AAAAAAAAAtk/5o3Ehrm-rrw/s1600/burro1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Ela era uma mulher revoltada pelos enganos que a vida lhe havia apresentado. Solicitou ao criador por conta das sacanagens divinas que os homens que a partir de então a ela se apresentassem, viesem com etiquetas subliminares na testa que somente ela poderia ler, portanto ficaria grata ao divino criador pelos malefícios que sofrera e com este sortilégio esperava não mais se aborrecer no quesito macho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Estava ela na casa dos quarenta e poucos anos, trabalhava, fisicamente não estava muito caída, parecia bem cuidada, digo isto, porque não a tinha visto ainda pelada, quer dizer, nossa personagem fictícia, não aperesenta nenhum problema freudiano erótico sexual; quer dizer tinha somente um problema. O negócio é o seguinte, nossa personagem tinha casado por encomenda, quer dizer, aqueles casamentos arranjados mas que são bem naturais, isto é, todo muito faz gosto mas que não passa mesmo de um grande forçação de barra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;O fato é que casou com aquele cara bonzinho, educado, estudado, filhinho da mamãe e rico. Depois de algum tempo, como todo casamento, virou uma grande de uma merda, cada um com sua mazela, e a dela, é que o cara dia sim dia não, chegava do trabalho e enchia a cara dela de porrada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Viveu por muito tempo esta vitrine de ter um bom emprego, bons amigos, sucesso aparente e felicidade, que na verdade, todos esperavam e pensavam estar acontecendo. Até que um dia finalmente, diga-se de passagem, por absoluto consenso entre as partes dirigiram-se ao cartório para selarem a morte anunciada daquele conto de fadas e se separaram. Dalí foi direto à igreja de Santo Antonio pedir ao santo, lealdade daqui para frente, isto é, quem quer que aparecesse e se aparecesse, o fizesse com uma etiqueta na testa dizendo a que veio. De fato, o velho Antonio não falhou e cada um que aparecia daí para frente, imediatamente ela lia em sua testa o tradicional &apos;A que veio&apos;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Andando na rua no intervalo do almoço da empresa em que trabalhava, resolveu fazer umas compras, e após, dirigindo-se ao escritório sofreu um esbarrão de um estranho que derrubou todos os seus embrulhos. Surge do nada um senhor mais ou menos de sua idade muito solicito e gentil procurando apanhar os pacotes no chão. Aquele homem educado deu-lhe mais que gentileza mas ela ao agradecer-lhe não retribuiu seu pedido de telefone; estava escrito na testa a palavra grosseiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Certa vez resolveu sair com as amigas em um fim de semana dirigindo-se a um aconchegante e bastante recatado boteco, sendo apresentada a um amigo das amigas, diga-se passagem conhecido e como ela ex casado, bastante gentil, que iniciou uma agradável conversa. A noite correu muito suave, mas na hora de despedir-se, nem comentou um convite daquele conhecido para irem juntos ao apartamento dele; estava escrito na testa a palavra &apos;brocha&apos;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Assim foi seguindo a vida evitando os desenganos que a própria a apresentava. Certo dia numa festa de amigos comuns, viu um desconhecido que a deixou bastante agitada para conhecê-lo, pedindo a todas as amigas que por favor a apresentasse aquele homem de meia idade, quieto, encostado discretamente na janela e tomando um drinque. Finalmente conseguiu que uma colega que o conhecia, a ela o apresentasse; estava escrito na testa dele MESA (megapiru, educado, sacana e amoroso). Não deu outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 27 Feb 2011 18:28:50 GMT</pubDate>
  <title>A Culpa</title>
  <author>Um instante</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_ofk53oj2nAk/R_fvvVjStJI/AAAAAAAADGw/Y50Mod8ZUG8/s400/Culpa.jpg&quot; alt=&quot;&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;255&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Era uma mulher bem casada com filhos marido e vida familiar organizada. Decerto, não trocaria aquela vida por qualquer outra, já que a estabilidade emocional e familiar adquiridas com o casamento, não conseguiria encontrar em nenhuma outra pessoa. Tinha seu trabalho e independência financeira, o que na verdade, facilitava bastante seu modo de viver. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;No trabalho era muito bem conceituada entre os pares, até que seu companheiro de repartição a tratava com especial deferencia em relação à outras pessoas. Sempre saíam para almoçar e com o passar dos tempos foram adquirindo mútua confiança, intimidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Não demorou muito para que entre eles, apesar de ela casada e ele solteiro, chegasse o momento que sem que pudessem evitar, surgisse o primeiro beijo. Daí para a primeira escapada até o motel foi um pulo. Com o susto e dúvidas decorrentes à primeira vez, tudo foi se tornando uma doce rotina na vida daquelas duas pessoas. Acharam que era uma chance ao amor, que veio meio à esquerda e com boa doze de cumplicidade, sem evidentemente destruir a vida daquela mulher, tudo correria bem, visto que ele entendia perfeitamente os motivos dela, e ela aceitava com certa complacência aquela novidade aventureira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Utilizava o máximo de discrição em suas escapadas procurando motéis mais afastados, para que posteriormente pudesse deixá-la em uma região acessível visando seguir na direção de casa. Como sempre a sorte ou azar tem lá seus caprichos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Um dia, saindo do motel um pouco atrasados, aumentou um pouco a velocidade além do normal, para que ela chegasse em casa sempre nos mesmos horários. Por ser a estrada deserta, acelerou o carro devido ao horário e de repente, surge na frente do veículo, uma criança de mais ou menos seis anos de idade, que devido ao forte impacto foi lançada à distância. No desespero, parou, desceu e observou que a criança agonizava. Imediatamente, como homem de bem, colocou a criança no carro, dirigindo-se ao hospital, mas devido a situação dela, começaram a discutir qual seria a melhor saída, observando neste interim que a criança morrera. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Agora com dois problemas, resolveu livrar-se de ambos, logicamente com calma, saberia que teria sucesso. primeiramente parou num atalho e colocou a criança no porta malas visando acobertar que carregava um cadáver. Logo a seguir levou a namorada até um local em que pudesse apanhar uma condução para casa, combinando encontrar-se no dia seguinte para dar a ela detalhes do que teria feito com o cadáver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Sozinho com o cadáver de uma criança no porta malas, resolveu que a levaria até um ponto bem distante da cidade, para lá abandonar, e assim se ver livre daquele grave delito. Dirigindo à auto estrada, procurou viajar com calma para aos poucos aliviar a forte tensão emocional a que estava submetido. Mas como sempre, a sorte ou o azar tem lá seus caprichos, pois foi abordado por uma blits policial, que pede para que desça, para ser feita vistoria do veículo e os testes de alcoolemia. Demostrando bastante nervosismo, fez o teste que deu negativo e os policiais continuaram os procedimentos de rotina, até que ao abrirem o porta malas, depararem com o cadáver da criança; tentou explicar, falando a verdade mas que foi difícil a aceitação da mesma, com inclusive sinais de revolta por parte da polícia, sofrendo agressões pela covardia, já que devido as condições do cadáver, ninguém acreditou que foi somente um acidente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Levado a delegacia, apresentou a versão verdadeira sem nada falar sobre testemunhas, no que foi totalmente rejeitada pelo delegado, com enquadramento nos crimes de homicídio doloso e tentativa de ocultação de cadáver com imediata prisão do acusado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Ao chegar no dia seguinte a repartição, ela toma pé da situação estampada nos jornais com comentários de todos, cada um exibindo uma versão apropriada ao evento, inclusive colocando ingredientes sobre o carácter do acusado; impassível ouvia a todos sem nada falar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;O acontecimento foi motivo de comoção por um longo tempo, e aquela mulher, viu toda a sua aventura amorosa e de sonhos com aquele homem, que tinha nela despertado o amor, ser massacrado publicamente, e ela, nada podendo fazer sob o risco de destruição da própria vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Sem coragem para visitá-lo na prisão viu o tempo passar até chegar o dia do julgamento, amplamente divulgado por toda a imprensa. Acompanhou silenciosamente todos os passos, guardando para si uma verdade, que se não o livrasse, talvez a destruisse, e neste dilema, seguiu em frente até ser proclamado o veredicto condenatório de trinta anos de prisão para desespero de ambos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Passaram-se dez anos, e após o esquecimento do caso, aquele homem recebe o benefício da liberdade condicional. Dez anos mais velho, andando pela cidade a procura de emprego, fica próximo ao local onde trabalhava, esperando quem sabe, encontrar-se com ela ou com algum velho amigo que pudesse baseado em experiências passadas alguma luz refletir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;_mcePaste&quot; class=&quot;mcePaste&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Estando sentado próximo ao restaurante onde ambos costumavam almoçar e onde tudo começou, viu aquela mulher dez anos mais velha, pouco desgastada pelo tempo, bastante alegre, acompanhada de uma senhor que parecia companheiro de trabalho e com muita intimidade; sentaram-se a mesa, almoçaram e depois sorridentes, entraram no carro e foram em direção ignorada por ele. Achou melhor deixar pra lá e seguir a vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>sorte</category>
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  <pubDate>Wed, 06 Oct 2010 14:11:07 GMT</pubDate>
  <title>A vida que não se viveu</title>
  <author>Um instante</author>
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&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://bit.ly/dgmdRe&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Era um homem casado que tinha contraido matrimônio jovem,  em decorrência a precipitação de sua esposa o que não tinha sido um bom negócio, viviam as turras, com consequente afastamento entre marido e mulher cuja frieza os levou a viverem em cidades separadas. &lt;br /&gt;Ele, jovem de aspecto alegre era sempre cortejado pelas mulheres na esperança de alguma aventura ou mesmo algo mais sólido e definitivo. Encantou-se por aquela mulher que era bonita, culta, com gestos meigos e delicados mas sabia que entre eles havia uma grande muralha, isto é, um casamento mal sucedido. Este fato impedia que tomasse força um amor que para ela, solteira, cheia de sonhos, não poderia prosperar impedido por motivos religiosos, preconceituosos e quem sabe, outros interesses talvez inconfessáveis. &lt;br /&gt;Fortemente assediada por ele mas sem declarar-lhe o amor intenso, a vontade de sexo não conhecido, um dia precipitou-lhe dizendo que recebera uma proposta de casamento pois estava a algum tempo de namoro, por passatempo é verdade, que tinha se tornado sério devido aquela proposta. Casou-se na igreja de crentes com aval dos pastores e de toda a  família, deixando aquele homem com ares daquilo que não foi ou vida não vivida. &lt;br /&gt;Tempos passaram e ele já com certa idade, filhos crescendo, abatido por grave enfermidade sendo inclusive visitado por ela no leito de morte. Como tudo na vida tem lá seus caprichos, ela também vítima da precipitação e assodamento não tinha casamento feliz, o que a levou a grave desgosto e desespero, cujo enfrentamento deste infortúnio acabou por tornar-se solitário. &lt;br /&gt;Certa feita já na casa dos cinquenta anos, solitária, encontra-se com aquele homem da juventude também bastante gasto pelas experiências vividas e aproveitando que ele estava só, achou que estaria alí o momento de conseguir a felicidade sonhada. Ambos com certa experiência e forte dose de sofrimento, poderiam quem sabe, viver ou reviver o amor de juventude ainda não vivido. Ao conversarem mostrou a ele seu amor, seus sonhos, as esperanças em construir uma vida a dois, e quem sabe reviver na maturidade o que lhes foi negado na juventude por preconceito, interesse e violência da própia vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Imediatamente ele lhe disse que por estes mesmos motivos, pela violência, pelo anacronismo, pelo desgaste do tempo, gostaria de deixar no passado a lembrança do amor não vivido, da vida sonhada e não materializada pois quando ele quis, a vida lhe disse não, agora que a vida quer, acha melhor dizer não a vida. Tudo por uma simples diferença e talvez fundamental, que o tempo, a idade, a vida e experiência vivida, decerto colocou todos os sonhos por água abaixo, havendo um tempo para vivenciar a vida, e o que ela queria naquele momento era viver um tempo não vivido alguns anos depois, o que seria um erro. &lt;br /&gt;Após a confissão e com a dura reposta levantaram-se do chá na confeitaria, se despediram e nunca mais se encontraram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>amor</category>
  <category>rejeição</category>
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  <category>vida não vivida</category>
  <category>tempo</category>
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  <pubDate>Fri, 10 Sep 2010 11:57:53 GMT</pubDate>
  <title>Perfídia </title>
  <author>Um instante</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://bit.ly/bKm1Xd&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Era uma prostituta que fazia ponto no centro da cidade frequentando bares noturnos, sempre em contato com gigolôs que por vezes agenciavam programas, ora conseguindo alguns individuais, ora praticando delitos&lt;/big&gt; &lt;big&gt;para complementar a renda.&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Teve uma infância normal, filha de um pai que por se achar mais esperto que os outros, vivia praticando pequenos golpes. Com três filhos de pais diferentes, o primeiro, resultado de um casamento arranjado por seu pai, que por conveniências momentâneas, achou que deveria aceitar mesmo que a contra gosto; caso rejeitasse, ficaria em&lt;/big&gt; &lt;big&gt;situação delicada com consequências talvez inimagináveis. O segundo, resultado de uma relação quando casada com um gigolô homossexual, que mais velho e em fim de carreira, lhe deu este presente no intuito de agredir seu honesto marido, que sem se envolver com a bandidagem era tido como fraco e covarde, e pela lei&lt;/big&gt; &lt;big&gt;dos marginais, merecia cuidar de filhos alheios. O terceiro, resultado de uma relação ainda casada com um freguês arranjado por seu gigolô, pai do segundo filho, por estar velho e em fim de carreira, tentava conseguir para ela coisa melhor que o marido que detestava. O resultado foi este: filhos de pais diferentes sem conseguir nenhuma relação que prestasse e com biscates na mão de gigolôs.&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Atualmente se encontrava com um que por coincidência da vida, foi auxiliado pelo seu ex marido por questões humanitárias. Além do ofício de gigolô, era biscateiro possuindo relações familiares com os parentes da messalina; seu ofício era pequenos negócios ilegais como golpes financeiros tipo boa noite Cinderela em homossexuais,&lt;/big&gt; &lt;big&gt;agenciar transferência de drogas ou mesmo quantidades maiores sempre visando conseguir dinheiro. &lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Um fato inesperado dado pelo destino aconteceu entre aquele gigolô e a concubina. De forma inesperada se apaixona por ela, mas pela dureza da vida que vivia, este amor não se apresentou de forma sadia, vindo elaborado&lt;/big&gt; &lt;big&gt;por uma violenta paixão com ingredientes de ciúmes e tentativas de domínio. Pela atividade que exercia não poderia evitar que aquela mulher bem apessoada, ganhasse a vida deitando com outros homens.&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt; Após oferecer-lhe exclusividade com casa e comida para uma vida a dois, prontamente rejeitada pois gostava da agitação em que vivia. Achava que não poderia se adaptar a uma vida regular de mãe de família, deixando para aquele homem o dia a dia da vida dura lá fora.  Ao ser rejeitado, criou em sua alma uma forte angústia vendo a mulher que amava ser abordada, negociar o amor, sair e voltar como se nada tivesse acontecido, e pior, nada podendo fazer. &lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Certa vez apareceu para ele uma oportunidade de agenciar uma entrega de droga em outra cidade. Imediatamente propôs que levasse o carregamento com entrega marcada na rodoviária da mega cidade e pagamento no final. Ao combinar o preço e fazendo contato prévio com o receptor, apanhou o ônibus no intuito de levar a entrega até seu destino. Durante a viajem achou que aquele homem violento, agressivo, ciumento, não deveria merecer sua confiança. Tinha plena consciência de tê-lo rejeitado e a dureza da vida lhe ensinou sobre vingança e ódio; fatos a serem considerados. &lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Mais ou menos uma hora antes do destino final, foi até o motorista do ônibus e pediu para desembarcar na estrada, pois não estava sentindo-se bem e queria ir a um médico, no que foi prontamente atendida. Aproveitando-se da proximidade, apanhou um táxi em direção à rodoviária. Lá chegando antes do ônibus, notou movimento policial próximo à plataforma em que desembarcaria. De longe, observou que o ônibus foi abordado por um grupo de policiais que após vistoria em todos os passageiros, nada encontrou. &lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Calmamente foi até o guichê da mesma viação e comprou a passagem com destino de volta, escondendo o material da entrega no fundo da bagagem. A noite procurou seu agente no negócio, devolveu-lhe a encomenda&lt;/big&gt; &lt;big&gt;dizendo que havia sido delatada e avisada por telefonema anônimo que a polícia a estaria esperando. Disse-lhe que tinha sido vítima de uma traição, não sabendo a autoria. Decorrente a isto, evitou o local de encontro pois a polícia a esperava na rodoviária.&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Com aquela dúvida na cabeça e o carregamento de droga na mão, mandou executar o traficante que com ele fez o&lt;/big&gt; &lt;big&gt;negócio; tal execução foi interpretada pelos colegas do mesmo como um crime que necessitava vingança, o que foi feito por parte dos comparsas. Certo dia estando próximo a boate em que frequentava, foi assassinado de forma abrupta sem que ninguém soubesse o motivo. &lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Ao terminar o relato no confessionário da igreja, o padre pediu a dissoluta que rezasse uma ave maria por ela e duas pelo morto, dizendo que estava perdoada por ter sido vítima de um amor que se transformou em ódio pelos desencontros da vida. &lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>prostituição</category>
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  <pubDate>Mon, 06 Sep 2010 12:04:31 GMT</pubDate>
  <title>Falso testemunho</title>
  <author>Um instante</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://bit.ly/9w9kBU&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Seu ofício era ser informante; informalmente era funcionário público na prefeitura, pois como concursado deveria ter uma função para fins de recebimento do pagamento. Casado, vivendo uma relação tumultuada por brigas e desentendimentos com a esposa, constituindo uma família conflituosa. Possuía uma forte rixa com a cunhada, que por ser sua vizinha não teria como terminar a confusão. Apesar de ter um marido honesto calmo e trabalhador, sua cunhada demonstrava ter uma família mais tranquila e sem conflitos, e melhor, possuía somente uma filha. &lt;br /&gt;O fato é que devido a desentendimentos familiares que se prolongaram até a cunhada, ele não tinha ambiente por ali, apesar de sempre seguir com a disputa. Sua rotina era perambular pelas ruas atrás de informações que conseguia dos subalternos, filtrando as que considerava conveniente para levar aos escalões superiores. Sempre pela esperteza do ofício, conduzia aos superiores fatos negativos dos desafetos ou promovendo os considerados amigos; assim seguia em frente.&lt;br /&gt;No inicio dos tempos, ainda livre da instalação dos conflitos, sua mulher resolveu trabalhar fora deixando os afazeres domésticos em segundo plano, levando-o a almoçar na casa da cunhada, pois nesta época possuíam um bom relacionamento. Pela bondade e gentileza, observava nela atributos que não encontrava na esposa, desde dedicação à filha e ao marido até o gosto pela cozinha, não visualizados na esposa. Daí para uma proposta amorosa foi um pulo; estando eles a sós antes do almoço, já que o esposo dela só chegaria a noite e sua filha já tinha ido à escola, iniciou com fortes elogios a seus atributos físicos comparando suas vantagens sobre as da irmã dizendo que errou na escolha, pois deveria ter se fixado nela, mais nova com melhores atributos. &lt;br /&gt;Apesar de conhecer o seu temperamento, delicadamente o pediu que parasse com a história, já que era bem casada e nada poderia fazer principalmente por ser ele marido de sua irmã, no que foi ignorada. Continuou insistentemente a comparar as duas até agarrá-la forçando um beijo. Começou imediatamente a despi-la, e como era mais forte, a cunhada por fraqueza de temperamento cedeu-lhe o corpo, visando livrar-se o mais rapidamente daquele monstro. Saiu sem nada falar; ela, por sua vez, pediu-lhe que não mais voltasse à sua casa no que respondeu que isto seria impossível pois estava apaixonado e disto não abriria mão.&lt;br /&gt;Pela insistência de outras vezes, iniciou-se uma forte animosidade entre ele e a cunhada que acabou envolvendo o seu marido e sua irmã, sem que a verdadeira causa da briga ninguém soubesse, pois o que se sabia era que havia uma violenta peleja entre as duas irmãs e os dois maridos. &lt;br /&gt;O clima não era bom mas a vida seguia em frente já que não era possível mudança de ambos os casais, pois os imóveis tinham sido herança e não podiam sair e pagar aluguel. Assim a vida seguiu até que certo dia bate a porta da cunhada um policial com ordem de prisão para seu marido, sob a acusação de ter cometido um crime. A denúncia partiu de uma testemunha ocular que o acusava de cometer tal ilícito, prontamente negado com alegação de inocência. Imediatamente foi informado o marido da irmã, que diante da grave acusação, solicitamente deixou de lado as desavenças pessoais arrumando os préstimos de um advogado seu amigo, que os atendeu e iniciou a defesa. Passado algum tempo, chega o dia do julgamento e após vários debates, o marido mesmo alegando inocência é condenado a trinta anos de prisão, crime este considerado de forte crueldade e em regime fechado. Após esgotados os recursos jurídicos e financeiros, já que com esta história teve que vender a casa e ir morar com a irmã, deixando de lado as desavenças passadas entre eles. Viu o marido ser conduzido a cadeia para cumprir a pena prevista, parecendo que ia passar lá o resto dos seus dias. &lt;br /&gt;Após alguns anos de convivência entre as duas irmãs o marido e a filha, esta passou de certa forma para o campo da frieza, principalmente entre a cunhada e o marido da irmã, pois sabia que vivia situação de humilhação diante de um homem que havia feito sexo com ela de forma não consentida. Agora estava diante dele presa por favores impostos pelo destino, apesar de não mais possuir o vigor de antes consumido pelo vício do álcool, decerto não teria forças para novamente subjugá-la a seus desejos, limitando-se a uma convivência fria e apoiando no que podia, àquela mulher humilhada. &lt;br /&gt;Passados dois anos de cumprimento da pena ocorre uma rebelião na prisão, e na reação policial, seu marido é abatido no que foi imediatamente avisada do acontecido. Desesperada e junto com o cunhado, procede os trâmites legais para o enterro, tornando-se uma mulher quase só pois havia a sua filha que crescia, e vivendo as custas do favor da irmã e do seu algoz. &lt;br /&gt;Chega por fim a maturidade com uma ponta de velhice, ficando o cunhado bastante consumido pelo vício da bebida e dividido pelo fardo da cunhada e esposa que labutava no dia a dia para complementar a renda familiar, já que sua aposentaria mal dava para o sustento da casa. Aquele homem decaído pela bebida com visíveis sinais de derrota diante o vício, voltava a ficar em casa a sós com a cunhada tal como antigamente. &lt;br /&gt;Certo dia, ele a chama e pede licença para falar, no que é autorizado pela sua generosidade. Inicia falando das injustiças cometidas como informante policial, coisa que a cunhada desconhecia as vantagens que obteve, direcionando o assunto para como colocar desafetos na prisão, conseguir testemunhas e preparar inquéritos tendenciosos. Por fim, fala do caso envolvendo seu marido em que praticamente conduziu todo o inquérito, orientando o delegado desde a produção de provas falsas até a derradeira testemunha, vital para a condenação de seu marido. Justificava que contava para ela a verdade, pois derrotado pelo vício, tornou-se vitima do amor que virou ódio pela rejeição e inveja, um misto de sentimento nefasto associado à facilidade de produzir calúnia. Dominado, não pestanejou em destruir a vida daquele homem honrado e bom, associado àquela boa mulher, destruídos pela mentira e ódio devido a fraqueza do caráter, ciúme, inveja, derrota e rejeição. &lt;/big&gt;&lt;big&gt;Atônita escutou a tudo e sem dar uma palavra, levantou, foi até a prateleira e apanhou um pacote de veneno de rato, colocou em meio copo de guaraná e depositou sobre a mesa ao lado da poltrona em que estava sentado. Postando impassível diante dele, disse que iria procurar a irmã para juntas retornarem. Ao chegarem em casa depararam com o cadáver do cunhado e marido ao lado de um copo vazio, sem que lhes fosse deixada nenhuma carta de despedida ou justificativa para tal.&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 01 Sep 2010 09:50:43 GMT</pubDate>
  <title>Não Matarás</title>
  <author>Um instante</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Bem sucedido profissionalmente, as custas de muito sacrifício e trabalho, progrediu. Construiu uma família composta por esposa e dois filhos, dedicando-se com afinco, nada faltando de material ou emocional caso por ventura necessitassem. Sua característica principal era o silêncio, tido como de poucas palavras evitando conflitos sejam de ordem profissional pessoal ou ideológica. Nunca era visto discutindo sobre qualquer tema e sempre que em alguma ocasião era impelido ou provocado à disputa, imediatamente calava-se, recolhia-se, não por covardia ou medo, mas por verdadeira aversão a este tipo de embate; não via nenhuma vantagem. &lt;br /&gt;Em casa queria saber dos estudos dos filhos e da vida cotidiana, procurando sempre sair com eles e a esposa. Reservava burocraticamente uma noite por semana para algum jantar ou mesmo cinema ou teatro, que pudesse dar a ela alguma compensação emocional pela dedicação exclusiva à tarefa de ser mãe e administrar a casa cuidando dos filhos. &lt;br /&gt;O sucesso chegava para ele por ser pessoa dedicada e estudiosa, embora não tivesse o apoio de grupos que pudessem alavancar sua carreira, e pela esperteza do olhar, de forma individual como um lobo solitário, aguardava a oportunidade pacientemente. Talvez tenha sido este método de atuação que o levou a estar no momento certo para alavancar a carreira de forma bem sucedida, mas que tinha um preço. Como tudo na vida é pago, seu preço só Deus e ele sabiam; agora pacientemente contava para aquela mulher que compartilhou com ele sua vida pessoal como secretária dedicada e sincera. Cuidava de toda sua vida dentro da empresa, nunca tinha notado nela uma falsidade, um deslize, nada que a desabonasse em sua atividade profissional. &lt;br /&gt;De fato, além de profissionalmente competente, por ser solteira, tratava da vida profissional do chefe como verdadeira esposa. Dava a ele momentos de atenção e carinho compartilhando as dificuldades profissionais, coisa que sua esposa não poderia fazer já que pouco entendia e não tinha a vivência necessária para entender os trâmites do mundo dos negócios. Sua esposa achava que as carreiras eram lineares subindo os mais competentes por reconhecimento dos méritos pessoais e profissionais, e por tal, seu marido preenchia todos os quesitos necessários para avançar, já que possuía vida pessoal estável, por ela velada cuidadosamente.  &lt;br /&gt;Sua secretária com discrição e competência nunca deixou revelar um sentimento a mais pelo chefe, que ele como homem compreendia como possível, intuía, enfim achava em seu íntimo que havia naquela mulher mais do que uma simples dedicação profissional, um zelo a mais que consigo chamava de amor. Apesar do conjunto da obra, zelo no serviço associado a conselhos profissionais e familiares, nunca chegaram aos prazeres do amor, menos por medo de avançar e mais pelas consequências materiais que isto acarretaria.Temia o desgaste familiar e o preconceito arraigado de que poderia prejudicar sua carreira profissional na empresa, e sabendo eventos escandalosos entre funcionários sempre emitia opiniões desabonadoras a respeito.&lt;br /&gt;Apesar de um amor interesseiramente platônico, a confiança era total sob todos os pontos de vista, depois de obtido todos os postos e vantagens dentro daquela empresa. Por ter chegado ao auge não teria mais nada a ambicionar levando-o a uma revisão interior de sua vida, trazendo à tona um fato que foi o divisor de águas para o seu sucesso; enquanto falava, ela impassível e pacientemente o escutava. &lt;br /&gt;Conta que ao ser admitido foi trabalhar em um departamento diretamente relacionado à diretoria, e junto a ele entrou o filho de um diretor que ocupava cargo chave de acesso à presidência. Ambos mantinham relação cordial mesmo porque sabia que suas chances em vencer o filho de um dos diretores, era mínima, restando além do conformismo, alguma migalha que pudesse daí advir, mesmo porque o relacionamento entre o pai e filho além de cordial e respeitoso mostrava a bondade do diretor para com ele, que por questões óbvias, privilegiava o filho. Dava contudo certo grau de atenção e admiração a ele, sabia de suas origens humildes e de sua ambição e dedicação pela empresa. Sempre achava que em algum momento também seria aquinhoado com alguma coisa, menos obviamente que o colega, pois decerto o melhor seria para ele e disto não tinha dúvidas. &lt;br /&gt;Tratou portanto de agradar a pai e filho, pois no mínimo, sabia ser esta a melhor política, caso contrário, uma disputa certamente o levaria ao fracasso. O melhor era se conformar e esperar uma oportunidade em outra empresa talvez.&lt;br /&gt;Sempre saia com o amigo procurando de certa forma cativar sua confiança, indo a festas, boates, quer dizer: conhecia mais ou menos seus hábitos, de certa forma bastante previsíveis. &lt;br /&gt;Aos poucos por não ter condições de acompanhar o ritmo do amigo, a base de riqueza era evidente, o sucesso com as mulheres, os gastos e tudo o mais, levaram-no a se convencer de que aquele ritmo não era para ele, procurando manter uma relação mais formal já que a social estava levando a um desgaste desnecessário. &lt;br /&gt;Passou com o tempo achar que devido a afinidade dele com o pai do amigo, caso aquele homem ficasse sem seu filho e não possuindo outro para colocar em seu lugar, algum lucro teria caso houvesse algum imprevisto em sua vida . Esta ideia passou a tomar corpo no seu interior e a cada conversa que tinha com o pai do amigo, notava uma relação positiva, mas certo que o pai iria privilegiar o filho por questões óbvias e que entendia perfeitamente. &lt;br /&gt;Quem sabe, pensou ele, um assalto com morte mudaria a sua sorte com aquele homem, ideia esta que passou a atormentá-lo já que viviam numa grande cidade e este tipo de evento hoje em dia era uma rotina. Como tinha acompanhado todos os passos do amigo na preparação para assumir o lugar do pai na empresa, não seria absurdo pensar que na perda do filho, o amigo que a seu lado esteve poderia assumir o lugar a ele reservado. Esta ideia começava a deixar de atormentá-lo para silenciosamente tomar corpo em sua alma, deixando de ser um pesadelo, uma angústia, para tomar formato de plano, de insídia. Observou que não seria muito difícil executá-la, pois conhecia os passos do amigo e caso escolhesse um local adequado, pouco povoado, poderia quando saísse do automóvel sofrer um assalto com morte e perda de alguns pertences. &lt;br /&gt;Providenciou uma arma clandestina e fez de forma discreta um curso de manejo, e ao se achar em condições de execução do plano, não pensou duas vezes. Como sabia o local em que naquela noite de sábado o amigo iria, pois o teria confidenciado, viu que pelas condições do mesmo, seu recolhimento e pouca gente, que aquele estacionamento seria o ideal para executar seu plano. Aguardando-o de forma discreta e prestando a atenção para saber se estava só, viu que era chegada a sua hora anunciando o assalto, no qual o amigo meio que desconfiado saiu do carro para entregá-lo, foi alvejado na cabeça sem defesa e com morte imediata. Procurou retirar alguns objetos pessoais e procedeu imediata fuga. &lt;br /&gt;Ao ser informado pelo pai do amigo o acontecido, dirigiu-se ao encontro daquele que se tornaria mais tarde seu protetor e nesta hora de desespero mostrando amizade e compaixão, decerto daria mais consistência a seu plano. Como tudo ia bem foi ficando para os preparativos, velório e por fim enterro e com grande consternação chegou a chorar, não sabendo se pela perda do amigo ou se pela merda que tinha feito, tudo por ambição cega e covardia. &lt;br /&gt;Daí para frente era só recolher os frutos daquela empreitada bem sucedida, pois segundo informações da polícia e acompanhadas atenciosamente por ele, infelizmente não havia nenhuma pista do assaltante, pois deveria segundo supunham os policiais, ser originário de qualquer favela das redondezas, ficando este como mais um crime a ser desvendado. &lt;br /&gt;Notando estar em vantagem nos acontecimentos, procurava tocar a vida de forma discreta como sempre tinha feito e deixando para a espontaneidade dos fatos, a sorte sorrir-lhe como estava ansiosamente esperando. Ao retornar ao trabalho, assumiu todas as obrigações que eram de sua vítima, pois além de conhecê-las perfeitamente era a pessoa que profissionalmente estava mais habilitada a receber tais funções, e devido ao bom relacionamento com o chefe, não houve nenhuma objeção por parte dos demais membros da diretoria. &lt;br /&gt;Daí para o sucesso foi uma questão de tempo até que devido ao desgosto pela perda do filho, aquele pai resolve se aposentar e deixar o amigo do seu filho no lugar, no que foi muito bem aceito pelos demais, advindo daí, uma carreira de sucesso. &lt;br /&gt;Escutava atenta até que aquele homem livre do pesadelo que o atormentava a anos, silenciou e de cabeça baixa mostrava o alívio da consciência atormentada por um sucesso obtido pelo ódio, fraqueza e covardia, provocando nela o perdão dos apaixonados; levantaram-se, ela o abraçou e o beijou profundamente pois saberia ser esta a única oportunidade que teria. &lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>traição</category>
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  <pubDate>Wed, 25 Aug 2010 13:02:09 GMT</pubDate>
  <title>A escolha</title>
  <author>Um instante</author>
  <link>http://uminstante.blogs.sapo.pt/1552.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;Era uma homem que já havia passado da fase dos sonhos, possuía uma casamento estável com uma mulher da mesma idade, profissionalmente independente, na verdade um casal que chamaremos de moderno. Com ela praticava uma vida sexual regular dentro da normalidade, apresentando momentos de intimidade, seja nos finais de semana em que geralmente após jantar iam para casa, com conversas intimas que geralmente terminavam na atividade sexual, atividade esta a que podemos chamar livre dos preconceitos. Além da prática do sexo oral, outras intimidades sempre ocorriam permitindo que ela fizesse penetração anal com os dedos, o chamado fio terra, mas que não passava disto pois certa vez propôs a esposa a utilização de objetos de prazer, tipo consolo, o que não foi bem aceito por ela,  provocando sua desistência.&lt;br /&gt;Com o passar dos anos havia tempos em que a relação ficava um pouco fria, que ela interpretava como distanciamento resultante do cansaço, da vida urbana que levava ao saturamento já que não eram mais crianças. Por falar em crianças, não se mostrava aberto a filhos pois não sentia necessidade de tal, o que a deixava com uma ponta de frustração supondo que também devido suas atividades profissionais não poderia dedicar-se com afinco a eles. &lt;br /&gt;O tempo passava com ela notando cada vez mais o distanciamento, de vez em quando uma leve modificação no modo de falar, por vezes um trejeito efeminado, que apesar de notar nada falava, pois não passava pela sua cabeça a ideia de homossexualismo, no máximo, uma outra mulher quem sabe. Apesar dele nunca abordar nenhum assunto sobre amizade feminina ou qualquer outra coisa que a levasse a alguma suspeita. &lt;br /&gt;Além dos leves trejeitos geralmente quando estava relaxado em casa, conversando, notava que de quando em vez se surpreendia falando de um companheiro de trabalho, amigo de longa data, que praticamente entraram juntos na empresa mas que nunca tinha levado à sua casa ou a ela apresentado, talvez o seu único amigo que ainda não conhecesse.&lt;br /&gt;Certa manhã depois de muitos anos, coisa que nunca fez em quase quinze anos de casada, resolveu dar uma passada no escritório e convidá-lo a um almoço diferente na cidade, uma coisa nova quem sabe, para quebrar o gelo talvez. Ao chegar, se apresentou como sua esposa sendo informada pela secretária que estava em reunião com o tal amigo, e sempre que isto ocorria, não gostava e até insistia para que não fosse incomodado. Como era o caso da esposa, a secretária não se importou em anunciá-la permitindo sua súbita entrada. &lt;br /&gt;Dentro do escritório deparou com uma cena inimaginável, aqueles dois homens nus e deitados no tapete do escritório fazendo um sessenta e nove. Silenciada e sem que fosse notada, após minutos do prazer oral, o macho do seu marido ou melhor o marido do seu marido, colocou-o de quatro e o penetrou com voraz fome, permitindo grunhidos de prazer por ambos, com palavras de amor que a ela nunca foram dirigidas e silenciosamente observados por aquela senhora atônita e estupefata. Além do choque da surpresa havia descarado prazer entre eles e alegria além da cumplicidade. Após gozo intenso e prazeroso, ambos prostraram-se ao chão e notaram aquela presença feminina, pálida, confusa, com fácies de quem acaba de obter a verdade, ou a resposta para todas a perguntas que ocorriam em seu intimo. &lt;br /&gt;Os homo amantes após olharem-se de forma confusa, levantaram-se lentamente e dirigiram-se ao banheiro, fazendo-a aguardar o marido com uma calma impressionante. Após alguns minutos de banho intimo com o amante, apresentou-se a sua algoz com a fácies lânguida mas satisfeita de prazer, seguido pelo amigo e amante, que após cumprimento formal pediu licença e se retirou. Ela, recompondo-se lentamente do choque recebido disse a ele friamente que teria ido lá para convidá-lo a um almoço diferente no centro da cidade, coisa que nunca havia feito e prontamente aceito por ele.&lt;br /&gt;Escolheu para ela o melhor restaurante que conhecia, o mais caro, o que nunca tinha ocorrido anteriormente. Ao entrar, foi reconhecido pelo garçom como cliente especial, pois pelas vezes que estava acostumado a frequentar possuía regalias de cliente vip, prontamente observado por ela de forma muda. Demonstrava um silêncio misto de espanto de contato com a realidade e a aceitação de que não era o elemento principal de sua companhia, fazendo o papel de mero coadjuvante, o que realmente tocava sua alma acarretando angústia e dor. O duro contato com a realidade, de certa forma a aliviava pois o medo da companhia feminina que aterrorizava seu íntimo estava afastado, mas a realidade pioneira, tornava-se um motor perturbador para seu equilíbrio interior. &lt;br /&gt;Almoçaram burocrática e formalmente sem trocas de muitas palavras, com uma classe principalmente feminina que não era possível encontrar em qualquer mulher, principalmente sabendo-se perdedora no jogo do amor, trocada é verdade, por um outro homem. Isto provocava nela angústia de fêmea, talvez menos do que poderia parecer caso o tivesse surpreendido trepando com uma mulher naquele tapete, mas pelo inusitado, jamais passaria em sua cabeça que era preterida por outro homem. O que doía foi a surpresa com que viu o prazer de ambos, principalmente daquele que achava ser seu homem, pior para seu ego, pois estava sendo trocada por um do mesmo sexo e seu homem fazendo o papel de mulher, quer dizer, papel que ela realmente não poderia cumprir, pois não era homem, e por mais que se esforçasse, não conseguiria superar um homem no papel de homem.&lt;br /&gt;A preferência de seu homem era ser mulher, era ser possuído por outro, o que a deixava de certa maneira angustiada com uma ponta de frustração, porque teria que aceitar que era preterida que era na verdade casada com outra mulher, por alguém cuja sexualidade era melhor identificada pelo lado feminino querendo uma modificação de papéis. Aquilo que considerava pior estava consolidado na mente daquele homem que a olhava friamente, pronto para responder a qualquer investida com relação ao que acabava de presenciar. &lt;br /&gt;Para ela não era só aceitação do dilema da sexualidade enfrentado por seu marido, se é que podemos chamá-lo assim, mas ao fato de que sendo ela fruto da pressão moderna dos conceitos, de beleza feminina, sucesso profissional, incluída neste sucesso, estar ao lado de um macho para que suas amigas a tivessem como exemplo perfeito de mulher moderna, bonita, profissional e financeiramente independente. Para completar, possuía a seu lado um exemplo masculino também profissionalmente de sucesso, financeiramente independente complementando com identificação masculina da sexualidade; tudo perfeito apesar de alguns sinais de crise, mas que todos tem as suas e certamente ela não escaparia. &lt;br /&gt;O fato é que o castelo de sonhos construídos por ela com observação atenta da concorrência, estaria sendo derrubado por um ato infeliz de provocar um almoço diferente. Jogava tudo ao chão e ocasionando em seu ego uma tempestade devastadora. Além de arranhá-la de forma irreversível, a imagem que construiu perante o entorno iria de certo ser quebrada, e os sonhos vividos e construídos no dia a dia estavam, por um gesto infeliz, definitivamente destruídos. &lt;br /&gt;Falava de forma pausada à aquela mulher que melhor poderia compreendê-la, já que além de profissional era também mulher. Na verdade sua confidente compreendia bem que ela nada tinha de uma mulher atual, social e mentalmente. Era fruto do preconceito que se arrasta através dos tempos, modificado em sua fachada pela modernidade mas que ainda levará muito tempo para ser retirado dos corações e mentes, inclusive das gerações por vir. &lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>escolhas</category>
  <category>realidade</category>
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  <pubDate>Sat, 21 Aug 2010 17:09:07 GMT</pubDate>
  <title>Oportunidade e destino</title>
  <author>Um instante</author>
  <link>http://uminstante.blogs.sapo.pt/1304.html</link>
  <description>
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Era uma enfermeira com certo tempo de casa no hospital, trabalhava na maternidade ajudando ora com os partos normais que fazia com muita habilidade, ora ajudando os cirurgiões nas cesárias, destacando-se como excelente auxiliar. De fato vivia atormentada pela dificil decisão que a vida lhe impôs, até que certo dia resolveu contar o que decerto alguém saberia como ouví-la. &lt;br /&gt;Conta ela que de plantão na maternidade, chegou para dar a luz sua amiga de infância vivendo um casamento tumultuado, fruto de imenso engano, já que o marido vivia para a farra com mulheres, deixando-a solta, sem atenção, procurando-a somente para seu prazer como de praxe nestes casamentos. Como confidente fiel da amiga sabia de tudo que acontecia naquela casa, inclusive o fato da amiga ter uma gravidez indesejada e por falta de recurso não abortou, ficando com a obrigatoriedade de levar a termo tal evento. &lt;br /&gt;No dia que a gravidez de sua amiga deu sinais de termo estava de plantão e imediatamente tratou de acalmá-la, prometendo que ela mesma faria o parto deixando a amiga dos velhos tempos e sofrida pelo engano do casamento, mais calma. &lt;br /&gt;O fato é que naquele dia além daquele parto teve que fazer um de uma outra paciente que não conhecia, cuja criança saudável veio ao mundo para alegria de todos. Ao proceder o parto seguinte, isto é, o da amiga, devido a sua grande habilidade prática com crianças recém nascidas, mesmo não sendo médica pediatra, pois a especialista passaria no dia seguinte para examinar as crianças, observou que a aquela em questão mostrava sinais externos de retardo mental provocando-lhe um desespero solitário. Da luta interior que sabia  que a amiga além daquele crápula, teria agora um novo problema, isto é, lutar só com uma criança deficiente fruto de um destino já danado pela própria condição humana. Como era ela quem procedia as identificações infantis, não vacilou em trocar as etiquetas dando a criança perfeita e saudável com sendo filha da amiga de infância e à outra paciente a criança com retardo, fato que só seria notado e dito à família com a passagem do pediatra no dia seguinte. &lt;br /&gt;Imediatamente informou que a criança nascida era do sexo feminino, saudável e que breve a traria até a mãe para conhecê-la, pois o pai nem lá estava para acompanhar o parto, motivo bastante conhecido. Não pestanejou em informar a outra família família a respeito do parto sucedido, ficando as informações da criança a serem oferecidas pelo médico pediatra.  Para tristeza geral na manhã seguinte a outra família foi noticiada do evento, ficando a enfermeira com um segredo dividido no momento com Deus. Passado alguns anos dividiu com aquele homem que ouvia de forma silenciosa sem esboçar movimentos de agrado ou repulsa. &lt;br /&gt;Acompanhada do segredo viu as duas famílias criarem seus filhos, sendo que a criança saudável na direção da família tumultuada enquanto a deficiente foi na direção da família mais organizada, que aceitou o infortúnio do destino de forma madura, com tristeza, mas madura. &lt;br /&gt;Sua amiga convidou-a para ser madrinha da criança no que foi prontamente rejeitada, já que seria muito para aquela mulher fomentar um segredo de forma tão acintosa, pois sabia que havia modificado o destino das pessoas conscientemente, por amizade, é verdade. Também sabia que havia provocado a desgraça na família de outro; como era solteira se penitenciava pelo fato de não ter filhos e com isto diminuindo o fardo da agressão à consciência por ter modificado a sorte de terceiros. &lt;br /&gt;Com o passar dos anos viu as duas crianças se desenvolverem sendo que a filha de sua amiga, ficou sob a responsabilidade só da mãe, já que o pai seguiu o destino previsto àqueles que se casam por ocasião ou furor sexual na busca de uma empregada oficial, chamando a todo o tipo de enganação de amor ou seja lá o que for. Cumpriu o destino a que se propôs, casar por conveniência e depois não suportando o fardo do seu feito, separa em busca de nova aventura ou sabe-se lá o que. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;No outro lado a família começou a procurar ajuda especializada para transformar o difícil destino em algo menos doloroso, através de sociedades beneficientes com aquela mãe dedicando-se de forma amável aquela criança que nunca descobriu não ser sua. Aceitou como tal devido a educação que havia recebido culpando o destino ou a providência divina. Entendia como teste para reencarnação ou quem sabe purificar os pecados, enquanto seu marido procurava dedicar-se com esmero àquele fruto recebido pensando ser de origem divina, mal sabendo ele, que foi provocado por mãos humanas, num golpe de oportunismo e esperteza para livrar a amiga de infância de outro fracasso na vida. &lt;br /&gt;Todas as vezes que via as crianças, de forma separada é verdade, nossa enfermeira lidava com um sentimento dúbio, de alegria por ter livrado a amiga de uma situação desastrosa e de covardia e fraqueza por ter trazido a desgraça a outro ser humano como ela, e pior, sem que nada lhes fosse pedido, num repente momentâneo que mudou a vida do outro. &lt;br /&gt;O tempo esvai-se e as crianças foram crescendo, ambas filhas únicas, sendo que uma deficiente e a outra avançando no colégio. A saudável era criada somente pela mãe, que dentro do possível, fazia tudo para que pudesse se desenvolver adequadamente. Enquanto a outra mãe, com familia e estrutura mais organizada, seguia em frente na dura lição dada pelo destino. &lt;br /&gt;O motivo da confissão de tal segredo depois de tanto tempo, decorre não somente ao fato de estarem aí envolvidos sentimentos dúbios, de salvação do amigo que sofre, transferindo a um desconhecido uma desgraça por um golpe de oportunidade, e ao confessá-lo dá limites ao evento que atormenta seu executor por demasiado tempo. Ao falar, expor-se a uma tortura mental e silenciosa, ela a limita pois o pensamento é difuso, sendo estes limites adquiridos ao falar ou escrever, ao praticarmos uma observação ou medição de determinado evento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Decerto falar ao confidente não resolverá o problema da culpa ou do dano cometido a outrem, mas com certeza aliviará aquilo que atormenta desgastando sua conciência, seu viver, ora apaziguando ora agravando. O fato é que nada modificará o dano causado, apaziguando o castigo interno que esta criatura sofre por ter cometido tal crime. Depois da explicação, a enfermeira disse que com este gesto seu sofrimento não redimia ou perdoava, mas decerto poderia viver de forma menos torturada por ter levado à pessoas inocentes, aquilo que não cabia a ela definir mas que tomou a iniciativa para tal. &lt;br /&gt;Após ouvir silenciosamente o confidente preferiu nada dizer, apenas fazer um sinal de compreensão, não condenando ou absolvendo o que para ela já era uma grande coisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>esperteza</category>
  <category>covardia</category>
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  <pubDate>Tue, 17 Aug 2010 14:52:04 GMT</pubDate>
  <title>Entre quatro paredes</title>
  <author>Um instante</author>
  <link>http://uminstante.blogs.sapo.pt/1224.html</link>
  <description>
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_e7z6bsOe_14/TJGCrqnrohI/AAAAAAAAAQU/BAW3P5k1L2o/s320/Incesto+de+Lot.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;205&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;História inesperada era a daquela senhora solitária, corpo quase escultural, ainda mostrando as marcas da beleza dos tempos adolescentes em que era motivo de cobiça dos rapazes e elogios por parte dos mais velhos; após dez anos de convivência fria com seu marido, que sem muito esforço conquistou-a face a concorrência, já que por ele nutriu violenta e arrebatadora paixão, levando com o passar dos tempos, concluir ter sido este o seu maior engano na aventura de viver, resultando em separação e um filho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Sua rotina era a vida a dois, ela e seu filho, que deixava com a vizinha durante o trabalho de professora primária, cujo salário complementava com a pensão recebida pelo ex marido, ficando por aí, sua participação na educação. Assim foi a vida, morando numa pequena casa de um quarto trouxe para perto de si a convivência com o filho, acompanhando só, as modificações que apresentava. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Lá foram alguns anos desde a saida do marido de casa, com o filho assumindo aspecto mais masculino pela chegada das características de homem; considerado muito bom, quieto e respeitoso, destoava dos outros ficando sempre em casa, dificilmente saindo, e quando o fazia, fazia em companhia da mãe no que era prontamente elogiado sendo motivo de alegria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Certa vez, atormentada pelos conflitos interiores, resolveu confessar o segredo que a afligia pois uma mulher só e com um filho teria muitas dificuldades na vida. Com o florescimento dos caracteres masculinos do filho, disse que ele andava um pouco nervoso, talvez coisa da idade, ia ao banheiro e lá ficava um bom tempo levando-a imaginar aquilo que era muito provável que estivesse fazendo. Como a casa era pequena, o filho dormia na cama da mãe, costume antigo, já que não possuía marido deixava-o ali dormir. Durante a noite notava as modificações que a natureza lhe impunha começando a se fazer presente, apresentando ereções, coisa normal quando acordava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;A intimidade era comum como trocar de roupa na frente da mãe, fazer carícias para dormir, o que inicialmente era inocente despertou de forma lenta o lado de fêmea e de mulher, pois ele estava aos poucos tornando-se homem, forçando-a a trazer de volta, via imaginação, seu passado adolescente que afinal não estava tão longe assim, pois seu corpo não estava destruido pelo tempo mas apenas vivido, acarretando nela o redespertar da libido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Certa noite, conta ela, já deitado e ela ainda trocando de roupa, ficou só de calcinha e sutiein, no que resolveu retirá-lo na frente do rapaz que a olhava com certa fixação, determinando nela a retirada da parte inferior da peça íntima, sob observação discreta mas firme do filho; com o olhar da maturidade adquirida ao longo da vida, viu que aquele olhar era mais do que filial, era também um olhar de homem a cobiçar de forma instintiva aquela mulher. Há muito tempo não conhecia tal sentimento, visto principalmente na juventude, pois naquela época entendia muito bem a cobiça através do olhar, cobiça do sexo, do macho querendo devorar ou abater a fêmea e despertando nela imenso prazer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Ao estar diante de uma situação identificada no passado, imediatamente deitou nua a seu lado, no que ao abraçá-lo, liberou o furor sexual deixando-se permitir ao sexo, já que o rapaz não conhecia as delícias do prazer a dois, e ela, sem companheiro, também vivia de sonhos eróticos e nada mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Após descrever ao médico a iniciação sexual daquele seu bom filho, o doutor perguntou-lhe se tinha sido uma única vez ou se teria ocorrido outras (?), no que prontamente foi respondido que após a primeira tudo se transforma em natural rotina, sendo esta a razão do rapaz ser caseiro. Este era o motivo pelo qual tornou-se o único filho a fazer com ela caminhadas pela manhã pois sabia que a comida noturna era certa, dando prazer a ambos, deixando o terapeuta mudo. &lt;br /&gt;Proibido sob o ponto de vista cristão ocidental, sabia que algumas mães no interior iniciam sexualmente seus filhos, menos por prazer, mais pela dificuldade em se obterem mulheres para aliviar os filhos, o fazem sem o tabu da proibição ou culpa, como forma de substituição do que lhes falta, satisfazendo o instinto do desejo e acalmando-os. &lt;br /&gt;No seu caso, acarretava certo desconforto dividir este segredo com o filho, numa civilização cristã baseada na culpa e pecado, mas que devido a dificuldade de refazer a vida com um filho só ou de achar um parceiro para compartilhar-la, visto que esta baseia-se em anseios individuais, principalmente para os homens, que se associam à mulheres muito pela facilidade do prazer sexual. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;O desconforto que o desejo acarretou, evidenciado mais pelo tabu da crítica do que a alegria do prazer, deixou nela um desalento inicial que com o passar do tempo foi acalmando-lhe o espírito e despertando o instinto adormecido do prazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Agora está em vantagem pois tinha um macho com o máximo de vigor sexual, arrebatado pela fase de prazer ainda pouco maduro em início de uma vida sexual, evidenciado nela pelo fato de ocorrer na maturidade, provocando o olhar assustado e incrédulo do confidente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Em silêncio não teve palavras para condenar ou absolver, pois decerto não teria competência em dizer que faria melhor que um jovem, dando aquela mulher o prazer desejado mandando-a de volta a fase mais fértil da vida, atentando-se que acalmaria o furor instintivo de alguém que iniciava a vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>desespero</category>
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  <category>solidão</category>
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  <pubDate>Thu, 12 Aug 2010 12:53:10 GMT</pubDate>
  <title>A Confidência </title>
  <author>Um instante</author>
  <link>http://uminstante.blogs.sapo.pt/844.html</link>
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&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_mul7TJ1fiXc/S6yOywULVXI/AAAAAAAANiU/ehdetGbvOXA/s1600/barulho02.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;262&quot; height=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Era uma mulher bem apessoada, calma, situada profissionalmente, casada, possuindo um casal de filhos; foi ao confessor para uma conversa reservada franca e aberta. &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Iniciou dizendo que era amante de um homem solteiro de mesma idade e trabalhador; tudo começou quando certa vez, abordada por ele, iniciaram conversa amena que depois de algum tempo os levou a certas intimidades verbais já que se conheciam desde a infância. Tomando coragem, convidou-a para irem até sua casa em lugar afastado e meio deserto por aquela hora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Lá chegando deparou com uma confortável residência que servia de abrigo a uma só pessoa e demonstrou alegria por sua beleza material; sentaram-se e começaram relembrar dos tempos idos cuja inocência da época não permitiu se iniciarem nos prazeres do amor. Muito pela repressão, mais pelo medo do novo, do enfrentamento da vida e das barreiras criadas pelos preconceitos, o proibido, o pecado do sexo, enfim o medo de irem para o inferno. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Fantasmas que impediram a ambos, de forma livre, conhecerem aquilo que chamamos de amor, que na verdade, era busca do prazer confundido com sexo. Para ela, o amor estava no outro, não tendo forte conotação sexual ou de prazer, representava a solidariedade, a vida a dois, o compartilhar a dor e a alegria. O sexo era a forma de prazer consciente, que se controlado, poderia quando quizessem, reproduzirem, pois frutos de uma sociedade moderna saberiam controlar a prole dando mais espaço ao prazer a dois, diferenciando daquilo que chamam de amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Desta troca de experiências iniciais viram que as barreiras do passado estavam superadas, que ela estava burocrática e formalmente presa a outro homem, sem dividir nada, isto é, sem amor. Possuiam obrigações que de quando em vez daria prazer a ele, que pouco se importava em compartilhar com ela o prazer obtido, causando extrema frustação e posteriormente desinteresse de sua parte. Pelo seu entendimento de amor não passava mais do que um ato de extremo egoísmo sem compartilhamento de nada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Notando o rumo franco da conversa e observando a insatisfação da amiga, como bom observador, entendeu que ela estava na verdade buscando compartilhar, colocar em prática aquilo que entendia como amor, mesmo sem paixão, mas que pelo menos dividisse o prazer obtido pelo macho. Que repartisse com ela o prazer, que a fizesse sentir-se realizada e não frustada por mais uma vez ter tentado compartilhar o desejo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Observando a amiga sem muito o que esperar e considerando que tinha consentido ir até lá num gesto de confiança e cumplicidade, iniciou com várias carícias no que não foi rejeitado, indo para a cama, pois ela não conhecia a experiência extramarital, restrita a sonhos. Achou que a hora havia chegado, um misto de curiosidade e furor sexual reprimido no que foi ouvida pelo confidente, inclusive afirmando-se satisfeita ao relacionar-se com dois homens, pois os pecados seriam perdoados. &lt;br /&gt;Para ela o entendimento de amor, sexo e prazer, eram coisas completamente diferentes e por não conhecer adequadamente nenhuma delas, a convivência familiar era egoísta completamente oposta daquilo a que chamaremos de amor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Tais reminiscências são resultado de uma geração que se casou não para compartilhar mas por imposição social, interesse e medo de ficar só. Visando a oportunidade que na prática tornou o amor quase impossível, pois vencer o egoísmo realmente era muito difícil, buscou compartilhar o prazer evitando que após o sexo viesse a frustação ou o desânimo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ansiedade</category>
  <category>confidenciar</category>
  <category>sonho</category>
  <category>desabafar</category>
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  <pubDate>Thu, 05 Aug 2010 15:16:43 GMT</pubDate>
  <title> A Cobiça </title>
  <author>Um instante</author>
  <link>http://uminstante.blogs.sapo.pt/670.html</link>
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&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://www.snpcultura.org/fotografias/vol_cobica_gf.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;243&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Era uma mulher exemplar que pedira um horário para desabafar, e com isto, conseguir perdão dos pecados relatando sonhos eróticos com o marido de sua vizinha, que não vivia bem com o esposo. Já na casa dos quarenta e poucos anos, relatava cenas picantes que mentalizava, inclusive menáge devido certa intimidade com a amiga a quem em confiança tinha feito tal proposta, mas recusada, pois com ele não fazia sexo confidenciado pela amiga, nem para ela olhava preferindo o prazer solitário, a noite a seu lado, ao compartilhamento a dois. Calado, o confidente ouvia a tudo pois como homem sabia muito bem o que era a vida solitária e mulheres para ele só em sonhos; aquela mulher mesmo sabendo disso, de forma provocante tocava no assunto como se quisesse estimulá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Relatava seus momentos íntimos a sós na busca do prazer descrevendo detalhes até a chegada ao orgasmo. Já acostumada ao prazer solitário, não sabia mais o que era dividi-lo, deixando o pobre confidente exitado na esperança de quem sabe o chamasse para compartilharem o amor. O que mais a perturbava não era tanto o fato de cobiçar o homem da amiga mas o de não ser desejada por ele, ou quem sabe, transgredirem juntos, pois a ela não dirigia mais do que um olhar frio e um cumprimento formal; com a amiga, dividia a raiva e o ressentimento pela sensação de não serem cobiçadas, pois a ambas o que mais satisfaria o ego, seria a possibilidade do surgimento de alguma proposta socialmente proibida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Mostraria que na selvagem luta pela sobrevivência estavam no jogo, eram cobiçadas e o que mais doía em ambas, era não aparecer nem uma caça e a que estava disponível, as ignorava, estando aí toda a causa de uma surda luta travada entre as amigas e o lobo, que resolvia suas vontades solitariamente ignorando impulsos e instintos femininos. Ambas, a mulher e a vizinha, cujo desleixo era tanto que nem imaginava ser fruto de secretas vontades, não vontades de amor mas vontades de sexo, de instinto animal ou seja lá o que fosse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;A questão principal para ela não era ser casada ou cobiçar o homem da amiga, pois estas questões fazem parte do jogo da sobrevivência do amor, mas o que a importunava e a amiga também, era não serem desejadas por outro homem, serem olhadas com frieza formal, não havendo a transgressão da cantada ou cobiça em que pudessem afirmar o instinto de fêmea. Gostaria quem sabe, da cobiça do confidente para talvez repreendê-lo, satisfeita em estar na luta instintiva do sexo sublimado sobre a forma de amor, mesmo sabendo que aquele homem, estaria querendo apenas a satisfação instintiva, matar a fome, e ela o seu alimento desejado, despertando o sentimento de realização por ter sido cobiçada e desejada por outro macho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Sinal que ainda estava no jogo da vida, do amor, do sexo; haveria alguém que ainda se interessasse por ela acarretando uma melhoria de sua auto estima. O que mais doía em seu íntimo era saber que também a fome do confidente era saciada de forma solitária, com manipulação, deixando-a abatida pois tal gesto apenas colocaria seu ego a beira do abismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Intimamente gostaria que o confidente também procurasse a transgressão da quebra da confiança em ouvir, pois isto levaria a uma melhoria do instinto de fêmea, cujo papel lhe foi dado pela mãe natureza e seu cumprimento estava impedido por um simples ato solitário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;De qualquer forma resgataria o sentido feminino, levando-a de volta a juventude quando era objeto do desejo, cobiçada pelos de sua idade na busca incessante de sexo, de vida, seja por amor ou por simples curiosidade já que o prazer ainda não estava totalmente identificado em seu consciente. Naquele tempo tudo estaria por vir e nada ainda realizado, cuja vida apenas iniciava, sendo que agora surge a constatação dura de que a vida passava e vida vivida é vida vivida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
 
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>raiva</category>
  <category>ódio</category>
  <category>descontentamento</category>
  <category>cobiça</category>
  <category>desprezo</category>
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  <pubDate>Sun, 01 Aug 2010 13:37:08 GMT</pubDate>
  <title>A Loteria</title>
  <author>Um instante</author>
  <link>http://uminstante.blogs.sapo.pt/275.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_B-qnPzJug5g/S0M70TGVseI/AAAAAAAAAcQ/-bNn31BepiI/s320/Coragem.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;Esta é uma história verdadeira. O ocorrido se passa numa pequena cidade do interior, cujo personagem principal é um funcionário da prefeitura local. Um belo dia chegou pela manhã em sua repartição de trabalho na prefeitura dizendo que acertou na mega-sena, agraciado com um valor de vinte milhões, e que estava voltando da cidade vizinha pois tinha acabado de aplicar todo o dinheiro na caderneta de poupança; ao completarem trinta dias teria por volta de quarenta mil reais livres em sua conta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;big&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Como se tratava de uma pessoa de respeito, homem conhecido, não havendo contra ele nenhuma contravenção, imediatamente foi cercado por colegas que o parabenizaram pela sorte, sem evidentemente demonstrarem qualquer ponta de inveja. Começou ali uma série de conversas sobre a melhor maneira de aplicar o dinheiro, investimentos, enfim o que fazer para não perder a sorte agraciada e aumentar seu valor. Consequente aos atropelos da vida moderna foi sugerido que imediatamente contratasse um corpo de seguranças, lógico, que deveriam ser escolhidos os amigos mais chegados, do peito, pois devido a maldade do mundo ele estava correndo risco de sequestro.&lt;br /&gt;Aceitou a sugestão contratando o tal corpo de segurança sendo que muitos daqueles escolhidos, imediatamente pediram demissão em seus empregos, pois o valor do salário oferecido era no mínimo três vezes maior ao que ganhavam; grande generosidade do amigo.&lt;br /&gt;Ao sair pelas ruas, logicamente acompanhado pelo corpo de seguranças, parava e escutava desabafos, demandas, e sempre solícito, prometia ajuda ou realização de sonhos contados e muitas vezes guardados anos a fio. Ressalte-se que a ajuda só poderia vir quando vencesse os trinta dias da caderneta de poupança para não se perderem os juros. Com isto, um novo problema deveria ser resolvido pois teria despesas naqueles trinta dias e não fez nenhum aprovisionamento para passar o mês. Imediatamente não faltou provedores para esta passagem inicial, lógico que cobrando juros módicos que seriam evidentemente pagos no dia do vencimento da poupança.&lt;br /&gt;Como não poderiam ficar a pé, foram (ele e o corpo de seguranças) a agência de automóveis da cidade e escolheu (ele evidentemente) o carro importado mais caro, lógico que com a promessa de que no dia do vencimento da poupança acertariam tudo. Passou a se locomover de carro com seus seguranças e negociando a seguir a compra de um grande fazenda de gado, ficando  acertado o valor para quando do vencimento da caderneta de poupança. &lt;br /&gt;Como o prazo se esgotava, no domingo anterior a retirada do dinheiro deu na fazenda que provavelmente seria comprada, um belo churrasco com vários convidados e de fartura nunca vista. No fim da tarde dirigiu-se para debaixo de uma árvore e fez um discurso emocionado de agradecimento aos amigos que se mostraram presentes.&lt;br /&gt;No fatídico dia, as sete da manhã, chegando na padaria tomou café e dirigiu-se ao caixa eletrônico do banco para apanhar e ver o valor dos juros a que teria direito. Saiu atordoado dizendo que tinha sido roubado pelo banco e iria a cidade vizinha para saber do ocorrido.&lt;br /&gt;Desconfiando, seus amigos e muitos deles lesados por terem emprestado dinheiro, foram até a delegacia e deram queixa. O delegado, pelo sim pelo não, achou de conferir o ocorrido no dia do prêmio e descobriu que este havia acumulado.&lt;br /&gt;O sortudo nunca mais apareceu na cidade e ninguém sabe seu paradeiro, mas o fato foi que utilizou com esperteza a boa fé alheia. A esperança trabalhou nos sonhos e na expectativa de um povo para se distrair por trinta dias. Não será isto o que acontece na nossa relação com os políticos.&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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